Conectividade no campo: onde estamos e o que ainda falta

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por Isadora Pierdoná

A conectividade no meio rural tem avançado nos últimos anos, mas continua sendo apontada como uma das principais barreiras para a consolidação da agricultura digital no Brasil. Essa limitação é visível principalmente entre pequenas e médias propriedades, que enfrentam mais obstáculos para acessar soluções tecnológicas em escala comercial (BNDES, 2021).

Hoje, diversas ferramentas tecnológicas já fazem parte da realidade do produtor, como estações meteorológicas, sensores, softwares de manejo e plataformas de análise climática. Mas para que esses recursos funcionem plenamente, é necessário que exista uma infraestrutura de rede adequada. Em áreas rurais, isso pode significar o uso de redes móveis como 2G, 3G ou 4G, conexões por Wi-Fi ou até mesmo por satélite, dependendo da localização e das condições técnicas de cada propriedade.

Os dados mais recentes mostram que o acesso à internet no campo brasileiro cresceu de forma significativa. Em 2016, apenas 35% da população rural usava internet. Já em 2023, esse número chegou a 81%, segundo o IBGE. Apesar deste avanço, ainda existe uma diferença importante quando comparado às áreas urbanas, onde o índice de acesso é de 94,1%.

Esse tipo de desigualdade afeta diretamente a operação no campo. Quando a conectividade é limitada ou inexistente, muitas tecnologias deixam de ser utilizadas no dia a dia. Uma estação meteorológica pode até registrar dados de chuva ou umidade, mas sem rede para transmitir essas informações, elas não chegam a quem precisa tomar decisões. O dado existe, mas fica isolado, sem impacto prático no manejo.

Em outros países, esse tipo de impacto já foi medido com mais detalhe. Um estudo nos Estados Unidos mostrou que o aumento da cobertura de internet rápida em regiões rurais resultou em uma redução de até 2,4% nos custos operacionais das propriedades agrícolas (FCC, 2023). Outro levantamento apontou ganhos de produtividade em lavouras de milho e soja em locais com velocidades de conexão a partir de 25 Mbps (ScienceDirect, 2022).

No Brasil, a iniciativa ConectarAgro vem se consolidando como um exemplo prático de solução em escala. Formada por empresas dos setores agrícola e de telecomunicações, a aliança trabalha com a implantação de rede 4G em 700 MHz em áreas rurais. Em 2023, o projeto reportou a marca de 14,4 milhões de hectares conectados, mais que o dobro do ano anterior (ConectarAgro, 2023). Estimativas indicam que, até o final de 2024, esse número pode ter se aproximado dos 20 milhões de hectares, com novas regiões contempladas (BrasilAgro, 2024).

Mesmo assim, muitas propriedades ainda enfrentam dificuldades por depender de redes móveis instáveis ou por estarem fora da cobertura das operadoras. Em alguns casos, a única alternativa viável continua sendo a conexão via satélite, que pode ter custo mais elevado ou limitações técnicas. Isso acaba limitando o uso de soluções mais modernas, como automação, sensoriamento remoto e manejo de precisão.

Além do impacto produtivo, a conectividade também promove ganhos sociais e econômicos. Um estudo recente mostrou que o acesso estável à internet contribui para o aumento da renda, melhora o uso de tecnologias e amplia a inclusão digital, especialmente entre pequenos e médios produtores (Nesse et al., 2024).

Conectar o campo, portanto, é muito mais do que levar sinal para uma área remota. É criar as condições para que a tecnologia realmente funcione, para que o dado não fique parado e para que o produtor tenha as informações que precisa no momento certo. A agricultura do futuro depende da informação, mas principalmente da capacidade de fazer essa informação circular com eficiência.

Neste cenário dinâmico, a METOS® Brasil se posiciona como um parceiro totalmente preparado para atender as demandas de seus clientes, garantindo a instalação e o pleno funcionamento de seus sensores no campo. Reconhecendo a importância da transmissão de dados, a empresa oferece soluções flexíveis que abrangem todas as realidades de conectividade: seja utilizando a conectividade celular (2G, 3G, 4G), seja empregando a conectividade satelital em áreas mais remotas. Essa capacidade de adaptação assegura que o dado coletado se transforme em inteligência agrícola em tempo real, consolidando a METOS® Brasil como a escolha certa para a gestão de precisão, independentemente dos desafios de infraestrutura.

 

Referências

BNDES (2021). Conectividade rural: situação atual e alternativas para superação da principal barreira à agricultura 4.0 no Brasil. https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/20180/1/PR_Conectividade%20rural_BD.pdf

Agência Gov (2024). Internet foi acessada em 72,5 milhões de domicílios do país em 2023. https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202408/internet-foi-acessada-em-72-5-milhoes-de-domicilios-do-pais-em-2023

FCC (2023). Impact of Broadband Penetration on US Farm Productivity. https://www.fcc.gov/reports-research/working-papers/impact-broadband-penetration-us-farm-productivity

ScienceDirect (2022). Broadband speed and agricultural productivity. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308596122000982

ConectarAgro (2023). ConectarAgro na mídia. https://www.conectaragro.com.br/midia.html

BrasilAgro (2024). Campo deve ganhar mais 4 milhões de hectares com internet em 2024. https://www.brasilagro.com.br/conteudo/campo-deve-ganhar-mais-4-milhoes-de-hectares-com-internet-em-2024.html

Nesse et al. (2024). A method for validation of socioeconomic impact. https://consensus.app/papers/a-method-for-validation-of-socioeconomic-impact-from-nesse-ulsaker/293299f425315c12bdafbf38cab36e2c

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