A primeira semana do inverno de 2026 será marcada pelo avanço de uma frente fria leva risco de pancadas de chuva para o Sul e Sudeste do país no início da semana. Após a passagem do sistema, a entrada de uma massa de ar frio favorece a queda acentuada das temperaturas, com destaque para a primeira onda de frio do inverno e a possibilidade de geadas no Sul do Brasil.
Este boletim climático apresenta a previsão do tempo detalhada para o Brasil, com foco nos impactos da primeira onda de frio da estação, na distribuição das chuvas e nas tendências térmicas que devem influenciar diretamente o campo e as atividades agrícolas.
Confira os detalhes para cada região:
Norte
Na Região Norte, a semana será marcada pela atuação alternada de instabilidades ao longo do território. No início do período, as chuvas se concentram principalmente no norte do Amazonas, entre segunda e terça-feira. A partir de quarta-feira, esse padrão se desloca gradualmente para o sul da região, alcançando áreas do Acre e Rondônia. Na quinta-feira, as instabilidades se distribuem de forma mais ampla pela faixa central da região. Já no fim de semana, a atividade convectiva volta a se concentrar no extremo norte, com destaque para o Amapá.
O mapa de precipitação acumulada indica chuvas fracas a moderadas bem distribuídas em grande parte da Região Norte. Ainda assim, o sul do Pará e o estado do Tocantins se mantêm sob um padrão mais seco, com baixos volumes ou ausência de precipitação significativa ao longo do período.

Em relação às temperaturas, elas permanecem elevadas em grande parte da Região Norte, com destaque para o Pará e o Tocantins, onde os valores máximos podem atingir entre 34°C e 36°C durante as tardes. No Tocantins, a influência da passagem de um sistema frontal favorece a redução das temperaturas nas madrugadas, contribuindo para uma maior amplitude térmica ao longo do dia. Já entre o Acre e o oeste de Rondônia, a atuação de uma massa de ar mais frio contribui para a redução das temperaturas, especialmente nas mínimas, que apresentam valores mais amenos ao longo do período. A partir de sexta-feira, as temperaturas mínimas voltam a se elevar gradualmente, mantendo o padrão de calor característico da região.
Nordeste
No Nordeste, a semana inicia com maior cobertura de nuvens na faixa litorânea leste, associada à circulação marítima, que favorece o transporte de umidade proveniente do oceano em direção ao continente, contribuindo para o aumento da nebulosidade e a manutenção de condições mais instáveis nessa faixa costeira, embora sem previsão de chuvas significativas nesse primeiro momento. Na terça-feira, essa atuação de umidade oceânica contribui para a ocorrência de chuvas fracas e isoladas no litoral de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. A partir da quarta-feira, o padrão de instabilidade se intensifica no litoral norte, com previsão de chuvas mais expressivas no Maranhão, Piauí e Ceará, condição que se mantém ao longo dos demais dias da semana. A circulação marítima segue atuando de forma persistente, garantindo maior presença de nuvens e manutenção de precipitações na faixa litorânea leste até o final do período.
O mapa de precipitação acumulada indica os maiores volumes concentrados principalmente no litoral entre o Maranhão e o Piauí, onde a atuação mais consistente da circulação marítima favorece acumulados mais elevados. Na faixa litorânea leste, também há registro de precipitações ao longo da semana, porém com volumes inferiores e mais irregulares. Já as áreas interioranas seguem com predomínio de baixa precipitação, apresentando apenas chuvas pontuais ou mesmo ausência de registros significativos ao longo do período.

As temperaturas permanecem elevadas em toda a região, com destaque para o Maranhão e o Piauí, onde os picos de calor podem atingir até 36°C durante as tardes. Nas áreas interioranas, o cenário de baixa umidade relativa do ar intensifica a sensação de calor e exige atenção para atividades em campo. Em contraste, a faixa centro-leste da Bahia apresenta máximas mais amenas, variando entre 24°C e 26°C ao longo da semana.
Centro-Oeste
A semana tem início com predomínio de condições estáveis em praticamente toda a região do centro-oeste brasileiro. Apenas o sul do Mato Grosso do Sul apresenta maior variação de nebulosidade e ocorrência de chuvas isoladas, associadas à passagem de uma frente fria, ainda que com baixos volumes. Ao longo da terça-feira, o sistema aumenta a nebulosidade e favorece a ocorrência de pancadas fracas e localizadas no Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás. Na quarta-feira, as instabilidades se deslocam e alcançam o norte do Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e de Goiás, com chuvas de fraca a moderada intensidade. A partir da quinta-feira, observa-se uma redução tanto das áreas quanto dos volumes de precipitação, cenário que se estende para a sexta-feira, quando ainda podem ocorrer chuvas isoladas e pouco expressivas. No fim de semana, o tempo firme volta a predominar em praticamente toda a região, com exceção do sul do Mato Grosso do Sul, onde a formação de um novo sistema mantém a possibilidade de instabilidade.
O mapa de precipitação acumulada indica uma distribuição irregular das chuvas ao longo da região. No Mato Grosso do Sul, a chuva tende a ser bem distribuída, com os maiores volumes na faixa nordeste do estado, embora sem acumulados elevados. No Mato Grosso, os maiores acumulados se concentram na faixa oeste, enquanto em Goiás as chuvas ficam mais restritas ao sul do estado. Já o norte do Mato Grosso e de Goiás tende a registrar baixos volumes ou ausência de precipitação ao longo do período.

Em relação às temperaturas, a semana começa com calor mais intenso no norte da região, com máximas acima de 34°C, enquanto o sul do Mato Grosso do Sul já registra valores mais baixos. A partir da terça-feira, a atuação da massa de ar frio reduz significativamente as máximas no sul do Mato Grosso do Sul, com valores próximos de 12°C, enquanto o norte do Mato Grosso e de Goiás permanece com calor mais intenso. Entre quarta e quinta-feira, o ar frio avança parcialmente sobre o sul do Mato Grosso e de Goiás, ampliando a área com temperaturas mais amenas. A partir de sexta-feira, o sistema perde força e as temperaturas voltam a subir gradualmente no sul da região, embora ainda com madrugadas frias, especialmente no Mato Grosso do Sul, onde as mínimas podem variar entre 12°C e 14°C no início do período e alcançar valores entre 4°C e 6°C no pico do frio na quinta-feira, com possibilidade de geadas isoladas.
Sudeste
No Sudeste, a semana apresenta uma mudança gradual nas condições do tempo, com destaque para a atuação de uma frente fria entre terça e quinta-feira. A segunda-feira será marcada por tempo estável na maior parte da região. Entre o centro de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo, a passagem mais enfraquecida do sistema frontal que atuou com maior intensidade sobre outras áreas do país ainda favorece a ocorrência de chuvas fracas e isoladas. A partir de terça-feira, uma nova frente fria avança sobre São Paulo, favorecendo a ocorrência de pancadas de chuva. Na quarta-feira, as instabilidades ganham força e se espalham por todo o estado paulista, com atenção para a Região Metropolitana de São Paulo e a faixa litorânea, onde há potencial para chuvas mais intensas e temporais. Entre quinta e sábado, a chuva perde intensidade e passa a ocorrer de forma mais localizada sobre o leste paulista, sul de Minas Gerais e pontos isolados do Rio de Janeiro. No domingo, a tendência é de retorno do tempo firme em praticamente toda a região.
Os acumulados de precipitação previstos para a semana evidenciam um contraste significativo entre as áreas do Sudeste. Os maiores volumes são esperados no estado de São Paulo, onde as chuvas devem ocorrer de forma relativamente bem distribuída. No sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, os acumulados tendem a ser menores e mais irregulares, associados principalmente à passagem da frente fria. Já o centro-norte de Minas Gerais e grande parte do Espírito Santo devem registrar baixos índices pluviométricos ou mesmo ausência de precipitação ao longo do período.

No campo térmico, a semana começa com temperaturas elevadas principalmente no oeste da região, onde as máximas podem alcançar os 30°C. Com o avanço da frente fria e da massa de ar frio associada, estabelece-se um forte contraste térmico entre o norte e o sul do Sudeste. Enquanto São Paulo registra máximas entre 18°C e 20°C já a partir de terça-feira, o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo permanecem com temperaturas mais elevadas. Entre quarta e quinta-feira, o resfriamento se intensifica sobre São Paulo, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, com mínimas variando entre 6°C e 12°C e máximas entre 12°C e 14°C nas áreas mais frias. A partir do final da semana, a massa de ar frio perde intensidade, favorecendo a elevação gradual das temperaturas em toda a região, embora as manhãs ainda permaneçam amenas.
Sul
A primeira semana do inverno na Região Sul inicia com a passagem de uma frente fria, que favorece a ocorrência de chuvas sobre o Rio Grande do Sul e entre o oeste de Santa Catarina e do Paraná durante a segunda-feira. Na terça-feira, as precipitações avançam e ficam mais concentradas sobre o centro-norte paranaense. Na quarta-feira, o tempo firme predomina na maior parte da região, com exceção do extremo norte do Paraná, onde ainda podem ocorrer chuvas mais significativas. A partir de sábado, a formação de um novo sistema frontal volta a provocar instabilidades, inicialmente sobre o noroeste gaúcho e oeste catarinense, avançando para as demais áreas da região ao longo do domingo, quando os volumes tendem a se intensificar, especialmente no norte do Rio Grande do Sul.
O acumulado de precipitação previsto para a semana indica chuvas relativamente bem distribuídas em toda a Região Sul. Os maiores volumes são esperados entre o centro e o norte do Rio Grande do Sul, em função da atuação dos sistemas frontais no início e no final do período. Em Santa Catarina e no Paraná, os acumulados tendem a ser mais moderados, com os maiores registros concentrados nas áreas a oeste dos estados.

Em relação às temperaturas, a semana será marcada pela atuação da primeira onda de frio do inverno. As máximas já começam a apresentar declínio no início da semana, especialmente no Rio Grande do Sul, e ficam ainda mais baixas a partir de quarta-feira com o avanço de uma intensa massa de ar frio. Nas áreas serranas, as temperaturas máximas podem permanecer próximas de 4°C, enquanto as mínimas tendem a ficar próximas ou abaixo de 0°C, com possibilidade de valores negativos na Serra Catarinense, Serra Gaúcha, meio oeste catarinense e sul do Paraná. Na quinta-feira, o frio atinge seu pico de intensidade e abrangência, favorecendo a ocorrência de geadas amplas em diversas áreas da região. A partir de sexta-feira, o ar frio perde força gradualmente, permitindo a elevação das temperaturas ao longo do final de semana, embora sem expectativa de calor expressivo, com exceção do noroeste paranaense, onde as máximas podem atingir até 28°C no domingo.






