Como fazer uso sustentável de água na agricultura?

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email

Nas últimas décadas, com o aumento das atividades econômicas e o crescimento populacional, os recursos hídricos ganharam mais atenção devido uma crescente demanda e um potencial de escassez cada vez mais aparente mesmo no Brasil, país que detém em seu território grande parte da água doce disponível no mundo.

Além da demanda populacional para dessecação, que sofre com dificuldades de distribuição, há uma grande demanda de uso pela indústria e Agropecuária, fazendo o assunto ser cada vez mais discutido na busca por soluções que estimulem um uso mais sustentável deste recurso.

No Brasil, tivemos nos anos 2000 a criação da Agência Nacional de Águas (ANA), seguida por um conjunto de iniciativas públicas visando uma gestão mais eficiente das águas, observando-se os aspectos ecológico, econômico e social deste insumo no contexto nacional.

Antes de adentrarmos na perspectiva de uso de água na Agricultura, é importante também lembrar que no dia a dia, é possível tomar algumas medidas simples, como escovar os dentes com a torneira fechada ou tomar banhos mais rápidos, se atentar aos resíduos domésticos que colocamos no sistema, como resto de produtos, óleos e gorduras, buscar o aproveitamento de água da chuva para atividades como limpeza de áreas externas e jardinagem, entre tantos outros pequenos gestos.

Quando falamos de uso sustentável de água na agricultura, devemos levar em conta a necessidade deste precioso insumo e a sua importância na produção de alimentos, sendo que se faz cada vez mais necessário adotar práticas que tornem seu uso mais eficiente.

Apesar de possuir uma bacia hidrográfica rica, o Brasil possui uma das maiores áreas produtivas do mundo e um regime hídrico variado por conta de sua geolocalização, ocorrendo dessa maneira períodos de estiagem em muitos pontos do território nacional devido a sazonalidade das chuvas. Prova dessa variabilidade é a nossa riqueza de biomas, sendo que estes servem também de referência indicativa para demonstrar essa variação no regime hídrico.

Nos biomas florestais, como Mata atlântica e Amazonia, temos menor escassez de água, enquanto no Cerrado podem ocorrer períodos de estiagem mais longos, sendo que grande porção de nossas áreas produtivas estão localizadas exatamente nessas regiões.

Nessa convergência, fatores como sazonalidade e grande demanda hídrica pela produção fazem com que nosso país tenha grande responsabilidade na gestão da água, do solo e das culturas, de forma a manter o equilíbrio dos Agroecossistemas.

O grande crescimento da produtividade em nossas lavouras se deu pela garra de nossos produtores, aliada ao desenvolvimento científico feito por pesquisadores que levaram em conta a crescente demanda hídrica e a necessidade de práticas que estimulem o uso racional de insumos.

Nas últimas décadas, a humanidade passou a compreender melhor os aspectos que influenciam a relação água-solo-atmosfera, identificando de maneira cada vez mais precisa o funcionamento desta dinâmica partindo desde a compreensão em escala macro dos impactos de fenômenos climáticos, como o El Niño, La Niña e os “Rios voadores”, como em escala micro na demanda específica de cada cultura em cada fase fenológica de seu ciclo.

Toda essa gama de conhecimentos proporcionaram o desenvolvimento de métodos e tecnologias produtivas mais eficientes, melhorando a capacidade de planejamento em nossas lavouras e tornando a capacidade de produção cada vez mais precisa e eficiente no que concerne a distribuição de água e insumos na lavoura.

Preservação de Mata ciliares

As matas ciliares são as vegetações que crescem próximas às nascentes e margens de curso d’água e são de extrema importância para manutenção dos mananciais, servindo como protetores naturais contra a evaporação, evitando que estes sequem em períodos de estiagem prolongada. Diante da grande demanda, com conscientização e fiscalização governamental, estas matas tem sido preservadas e sua importância se tornado mais evidente.

Uso de barragens e reservatórios.

Construir barragens é uma das maneiras econômicas e sustentáveis para o uso água na agricultura, facilitando o gerenciamento hídrico e gerando até mesmo o potencial de geração de energia, reduzindo o consumo de combustíveis fosseis.

Além da construção de barragens, a construção de reservatórios tem sido uma grande aliada para o aproveitamento de água das chuvas.

É importante destacar que projetos para construção de barragens e reservatórios devem ser feitas observando-se aspectos técnicos e respeitando-se os limites de cada local dessa forma é necessária a participação de técnicos qualificados na elaboração dos projetos bem como a obtenção de licença ambiental e outorga para garantir que a construção não terá um impacto negativo na microbacia.

Sistema de Plantio direto

A adoção do plantio direto na agricultura tropical se mostrou como uma das mais impactantes revoluções na agricultura em escala e vem sendo cada vez mais adotado em nosso agronegócio.

O método do plantio direto mantém a biomassa formada pela palhada, utilizando cobertura vegetal como um protetor do solo contra os impactos da radiação, chuva e vento, ajudando a reter a umidade do solo, evitar a erosão e a microbiota tão importantes para geração de agentes cimentantes que ajudam a manter a estrutura e melhorar a retenção de nutrientes no solo.

Manejo do solo

O grande número de operações de preparo de solo e a presença de maquinários pesados na lavoura podem representar um risco, sendo que solos compactados ou erodidos reduzem a qualidade no aproveitamento de água pelas culturas, elevando a demanda por água e os custos operacionais.

A boa regulagem dos equipamentos, a escolha dos melhores momentos para operações, bem como períodos de pousio e plantio de culturas que estimulem a fixação de nitrogênio e ao mesmo tempo ajudem a descompactar o solo estão entre as principais técnicas consideradas para melhorar o aproveitamento do solo e por consequência da água.

Irrigação racional

Nas últimas décadas o uso de sistemas de irrigação cresceu em grande proporção no Brasil, sendo que métodos mais eficientes são cada vez mais buscados devido aos impactos ambientais e econômicos que esse tipo de operação pode gerar. Um projeto de irrigação feito da maneira correta pode aumentar sua eficiência operacional e gerar mais economia de recursos.

Existem diferentes formas de irrigação adequadas a cada tipo de produção, desde o mais preciso método de gotejamento aos eficientes pivots centrais.

Para conduzir uma irrigação racional, diversos fatores devem ser considerados: Fase fenológica da cultura e seu nível de demanda hídrica, evapotranspiração, condições de umidade do solo, água disponível no sistema, bem como a previsão meteorológica e a probabilidade de chuva.

Entre as principais demandas dos produtores irrigantes estão a busca por melhores condições de planejamento para a distribuição de equipamentos no campo, a capacidade de enxergar as condições de umidade do solo em tempo real e decidir com maior precisão o quanto irrigar ou decidir se vale a pena aguardar uma massa de chuva que se aproxima.

A Metos Brasil dispõe de tecnologias que permitem o produtor obter todas essas informações por meio de estações automatizas, sondas e sensores do solo. Além disso, nossa plataforma Fieldclimate oferece serviço de previsão meteorológica altamente assertiva e também ferramentas de planejamento de trabalho (Farmview) e de manejo de irrigação (Irrimet), dando ao produtor a capacidade de otimizar seu planejamento e de tomar decisões mais eficientes baseando-se em dados de qualidade gerados em tempo real.

Para saber mais, confira nossas soluções e aplicações em nosso site www.metos.com.br ou entre em contato com nosso time de agrônomos.

Newsletter 

Cadastre-se em nossa newsletter para receber gratuitamente nossas novidades, dicas de como otimizar sua lavoura, informativos de mercado e lançamentos sobre as soluções da Metos Brasil.